A vida acaba sempre por ser um rodopio de desilusões, de sorrisos e lágrimas que nem sempre conseguimos entender. Mas, às vezes, somos obrigados a deparar-nos com a dura realidade de que as pessoas que mais gostamos e aquelas que realmente amamos, são aquelas que mais rápido se vão. Porquê? é a pergunta que mais vezes se faz na nossa cabeça e aquela para a qual nunca arranjamos respostas. E nessas alturas, sentimos sempre falta daqueles que mais falta nos fazem. Crescemos sempre com as nossas desilusões, aprendemos a não dar nem metade do que demos a primeira vez, porque aquela pessoa fez com que não pudéssemos mais e criámos assim uma barreira que já nos protege mais perante as desiluões. Aprendemos que isto faz parte da vida, que os nossos, são cada vez menos e são aqueles que mais nos apoiam, ainda que muito longe, ou muito perto de nós. um dia, somos muito mais felizes, e o valor que damos a nós é maior do que aquele que damos aos outros, mas que prescindimos de nós para ajudar os outros. E com essas gargalhadas, com essas lágrimas, e com as palavras e atitudes daqueles poucos que nos rodeiam, que aprendemos a perdoar, sem esquecer, mas a seguir em frente.
( À minha prima Sofia, que apesar de longe, eu estou sempre perto, para amparar as suas desilusões <3)
3 comentários:
Oh prima, não podia concordar mais contigo! E também acho que já cheguei a esse ponto, já consigo perceber que as pessoas se vão e muitas vezes não chegam a voltar.. Mas acho que isso é uma coisa que eu nunca hei-de conseguir compreender. Nem eu, nem mais ninguém. As pessoas não deviam sair das nossas vidas assim, simplesmente não deviam. Mas saiem, e isso magoa. E mesmo assim, que se pode fazer contra isso? É a lei da vida. Umas pessoas vão para dar lugar a outras que chegam. E tudo passa, tudo fica bem, não é prima? Eu sei que sim. E toda a gente devia saber que sim, também. Nó início é sempre difícil, mas depois a gente se habitua.
Obrigada pelo comentário e obrigada pelo texto! Foi muito importantes para mim lê-los, obrigada prima ♥
Sim, agora já aprendi. Mais ninguém tem de notar esta minha mudança se eu não for a primeira a fazê-lo. Custou-me muito perceber isso, mas já atingi esse ponto. E já aceitei que se as pessoas se vão e porque sem dúvida, não tinham de ficar.
Obrigada mais uma vez, prima <3
Eu sei, prima. Sei que esse grande cliché, é grande, mas que é verdade. Todos nos convencem de que é verdade, como podemos não acreditar que realmente é? Não há forma de fazer a dor desaparecer, nem com um corte, nem com um grito. Mais uma vez, é uma coisa que tenho de aprender e faz tempo que já a aprendi.
Gosto muito de ti, prima.
Enviar um comentário