Continuo a tentar raspar da minha pele a vermelhidão que me causaste no dia em que te foste embora. Viraste as costas como nunca havias feito. Podias ter dito que querias sair da minha vida. Eu facilitava-te a vida, abria-te a porta e dava-te um abraço de despedida, e desejava-te boa sorte. Assim, era muito mais fácil para os dois. Não custava tanto.
Quebraste as promessas que me fizeste. Deixaste que tudo aquilo que disseste caísse para um poço de onde já não havia salvação possivel. Ainda pergunto às estrelas por ti, no silêncio da noite, em que tudo já está calado cá em casa. Elas dizem-me que estás bem , fazem-me acreditar que partiste porque tinhas uma razão muito mais forte do que ficar comigo, como dizias querer. Juraste-me amor, mas quem ama, não magoa, não trai, não abandona, nem rebaixa. Foste fraco demais para assumir o teu erro e preferiste facilidade de desistir à honestidade de tentar. E hoje arrependes-te, mas eu não. Eu prossegui. Somos sempre demasiado fracos para assumir perante os outros que errámos. E eu espero que um dia agarres alguém e que cumpras as promessas que fazes, e que não a deixes fugir como me deixaste a mim. Já não há nem amor, nem qualquer outro sentimento que nos una. Viraste a página sem ler o que estava escrito nas entrelinhas.
1 comentário:
Sim, agora estou a guiar-me por mim e acho que é o melhor que posso fazer.
Gosto muito de ti, Obrigada prima.
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