quinta-feira, 4 de junho de 2015

Lost in translation.

Perdemos muito, com medo de tentar. Sobra cobardia e falta a coragem até para fazermos bem a nós próprios. Não nos achamos bons o suficiente para podermos ser felizes e não nos achamos dignos de receber o amor de alguém. Perdemos oportunidades por medo de tentar, pela insegurança que sentimos sobre nós próprios e pelas barreiras que criamos até para aqueles que gostam tanto de nós que têm de disfarçar para não se aperceber.  Somos amedrontados pelos fantasmas do passado que nos perseguem. Pela vida passada que fomos deixando pra trás e por tudo o que os fantasmas transpuseram para o futuro que um dia achámos longínquo. Chegou a hora. De sermos nós prórpios a afastar o fumo que nos turva o caminho. De deixarmos de olhar para o chão quando não temos razão para não andarmos de cabeça erguida. As contradições da vida tiram-nos alguma da força para saber lidar com as coisas. Mas chega um dia em que o brilho dos nossos olhos encanta alguém e que o sorriso que demonstramos é o mais importante de manter. Há pessoas que parecem para nos destravar a alma e para escreverem nas nossas entrelinhas. Não é só o amor que conta. A amizade há de servir para nos apanhar do chão quando estamos prestes a cair, ou para nos dar colo quando nos sentimos a definhar. Chegou a hora. De ser feliz e de conquistar o mundo sem ter medo do amanhã. Chegou a hora de caminharmos de mão dada com a felicidade e largar o medo que nos corrói o coração.


Ana 

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